A máquina Brastemp da minha mãe é ambiental e politicamente incorreta. Com seus 30 anos de trabalho, lava a roupa em 20 minutos, bem lavada, gastando menos água que uma máquina nova, palavra de estudante de engenharia.
Com um ciclo único e simples de lavagem, as máquinas antigas apostavam em uma lavagem forte e rápida, com muita agitação na água, ou seja, uma lavagem mecânica aliada à limpeza química do sabão na água, usando tudo que o motor de meio hp oferecia. No meio técnico, esse motor antigo das lavadoras é conhecido por motor de meio hp, uma potência de aproximadamente 370 W, inferior aos 880W das lavadoras atuais de 10 kg- dados da ficha técnica da Brastemp. Eu duvido, mas duvido mesmo, que os 20 minutos de trabalho da minha máquina gastem mais que os ciclos infinitos das modernas: pré-lavagem, pré-enxágue, lavagem, enxague um, dois, três...uma novela de mais de uma hora. Minha máquina enche duas vezes: lavar e enxaguar, contra até cinco ciclos de enchimento e esvaziamento das programações modernas. Quem paga o preço é a água, que sendo mais barata que a energia elétrica, não pesa no bolso do proprietário - que por sua vez se convence de que, de fato, possui uma máquina super ecológica.
As máquinas de hoje, sim, tem um selo verde: não duram metade do tempo, precisam de mais água para que a limpeza seja mais química que mecânica, requerem mais sabão, também para compensar a pouca agitação que promovem na água. Só esses pontos já ferem a ideia de sustentabilidade: durabilidade pequena e mau uso da água. Sim, as Brastemp velhas são ruins e poluidoras, porque não vinham com um adesivo de uma folhinha verde e um urso polar vomitando um arco-íris. A pouca durabilidade de tudo que se faz hoje compromete qualquer pretensão de sustentabilidade. Viva minha máquina, bruta, eficiente, feia, funcional, velha e realmente ecológica.
Com um ciclo único e simples de lavagem, as máquinas antigas apostavam em uma lavagem forte e rápida, com muita agitação na água, ou seja, uma lavagem mecânica aliada à limpeza química do sabão na água, usando tudo que o motor de meio hp oferecia. No meio técnico, esse motor antigo das lavadoras é conhecido por motor de meio hp, uma potência de aproximadamente 370 W, inferior aos 880W das lavadoras atuais de 10 kg- dados da ficha técnica da Brastemp. Eu duvido, mas duvido mesmo, que os 20 minutos de trabalho da minha máquina gastem mais que os ciclos infinitos das modernas: pré-lavagem, pré-enxágue, lavagem, enxague um, dois, três...uma novela de mais de uma hora. Minha máquina enche duas vezes: lavar e enxaguar, contra até cinco ciclos de enchimento e esvaziamento das programações modernas. Quem paga o preço é a água, que sendo mais barata que a energia elétrica, não pesa no bolso do proprietário - que por sua vez se convence de que, de fato, possui uma máquina super ecológica.
As máquinas de hoje, sim, tem um selo verde: não duram metade do tempo, precisam de mais água para que a limpeza seja mais química que mecânica, requerem mais sabão, também para compensar a pouca agitação que promovem na água. Só esses pontos já ferem a ideia de sustentabilidade: durabilidade pequena e mau uso da água. Sim, as Brastemp velhas são ruins e poluidoras, porque não vinham com um adesivo de uma folhinha verde e um urso polar vomitando um arco-íris. A pouca durabilidade de tudo que se faz hoje compromete qualquer pretensão de sustentabilidade. Viva minha máquina, bruta, eficiente, feia, funcional, velha e realmente ecológica.
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